Hipófise
A Hipófise é a glândula endócrina principal
dos vertebrados. Os hormônios que segrega controlam o funcionamento de quase
todas as demais glândulas endócrinas do organismo. Ela conta com dois lóbulos -
o anterior ou adeno-hipófise e o posterior ou neuro-hipófise - com estruturas e
funções diferentes. A área situada entre os dois chama-se lóbulo intermediário,
que é desenvolvida apenas nos seres humanos.
1. Lóbulo anterior
Contém grandes quantidades de hormônios que controlam de
dez a doze funções do corpo. O hormônio do crescimento (GH) é essencial para o
desenvolvimento do esqueleto. O hormônio estimulante da tireóide (TSH) controla
o funcionamento normal desta glâdula e o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH)
controla a atividade do córtex supra-renal. A prolactina inicia a secreção
mamária durante a lactação. O folículo-estimulante (FSH) induz a formação do
folículo de De Graaf na mulher e o desenvolvimento dos espermatozóides no homem,
e o hormônio luteinizante (LH) induz a lactação e a produção de testosterona.
2. Lóbulo intermediário
Segrega o hormônio estimulante dos melanócitos, causando
mudanças na cor da pele.
3. Lóbulo posterior
No lóbulo posterior, segregam-se dois hormônios: o
hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina, que controla a quantidade de urina
excretada, e a oxitocina, que provoca a contração das fibras do músculo liso do
útero, intestinos e arteríolas.
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O funcionamento da hipófise é alterado por
fatores diversos, como tumores, coágulos de sangue e infecções. O nanismo é
provocado por uma redução na secreção do lóbulo anterior da hipófise.
A superprodução de somatotropina causa a acromegalia. As deficiências do lóbulo
posterior ocasionam a diabetes insípida.
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Tireóide
A Tireóide é a glândula endócrina encontrada
em quase todos os vertebrados e localizada na parte anterior e em cada lado da
traquéia. Segrega um hormônio que controla o metabolismo e o crescimento.
Acumula cerca de 25% do total de iodo do organismo.
A glândula tireóide humana é um órgão de cor entre castanho e vermelho claro,
com dois lóbulos ligados por um istmo. Os dois hormônios tireoidianos são
tiroxina e triiodotironina.
A produção excessiva destes hormônios causa o hipertireoidismo, que provoca um
aumento do metabolismo. Em troca, o hipotireoidismo caracteriza-se por estados
de letargia e ritmos metabólicos mais lentos.
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Foto Hipertireoidismo
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Foto Hipotireoidismo
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Foto Fisiologia
Glândula pineal
A glândula pineal é uma pequena projeção cônica da
parte superior da zona média do cérebro.Tem propriedades tanto neuronais como
endócrinas.
Esta glândula sintetiza e segrega melatonina, que influi nas funções de outros
órgãos endócrinos, tais como a tireóide, as glândulas adrenais e as gônadas.
Paratireóide
A Paratireóide é cada um dos grupos de agregados de células glandulares
localizados na região do pescoço próxima à tireóide. No ser humano, há quatro
destes grupos, que se apresentam como órgãos encapsulados (glándulas endócrinas)
marrom-amarelados bem determinados.
As paratireóides secretam um hormônio que controla a concentração de cálcio e
fósforo no sangue.
O iodo é muito importante na medicina, porque é um oligoelemento presente em um
hormônio da glândula tireóide. Certos isótopos radioativos do iodo são
utilizados na pesquisa médica. Na química, empregam-se vários compostos de iodo
como agentes oxidantes fortes.
Em bioquímica e medicina, uma técnica para medir quantidades muito pequenas de
substâncias biológicas como enzimas, hormônios, esteróides e vitaminas no
sangue, urina, saliva e outros fluídos corporais é o radioimunoensaio.
Ela é uma técnica de diagnóstico muito útil, e empregada habitualmente na
prática médica para ajudar a diagnosticar a diabetes, doenças da tireóide,
hipertensão, problemas de infertilidade e outras moléstias.
A influência dos hormônios no ciclo menstrual

Um ciclo menstrual típico dura 28 dias. Começa com três a
cinco dias de menstruação, ou expulsão do revestimento uterino, quando os níveis
hormonais são baixos. Ao final da menstruação, um hormônio hipofisário estimula
o desenvolvimento de novos folículos no ovário. Este secreta estrógenos quando
os folículos amadurecem e induz a proliferação das células do revestimento do
útero. Na metade do ciclo, um folículo maduro libera um óvulo. O folículo vazio
forma o corpo lúteo, um corpo endócrino que secreta progesterona. Sob a
influência adicional da progesterona, o revestimento uterino é engrossado e se
torna mais denso, como preparação para a implantação do ovo fecundado. Se a
fecundação não ocorre, o corpo lúteo morre e os níveis hormonais diminuem. Sem o
estímulo hormonal, o revestimento uterino se desfaz e é expulso, dando origem a
um novo período menstrual e um novo ciclo.
Algumas doenças relacionadas com o Sistema Endócrino são:
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A Insônia, uma incapacidade de um indivíduo em
conseguir qualidade ou quantidade suficiente de sono. Suas causas podem ser
hiperatividade da glândula tireóide, diabetes, contrações musculares violentas,
ingestão de estimulantes, etc. Estima-se, porém, que mais de 75% dos casos têm
uma causa psicológica.
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O Cretinismo é uma doença provocada pela ausência
congênita de tiroxina, hormônio secretado pela glândula tireóide. Caracteriza-se
pelo retardo físico e mental, estatura baixa, extremidades deformadas, feições
grosseiras e pêlo escasso e áspero. Muitos países fazem, como rotina, o
diagnóstico precoce em todos os recém-nascidos. O cretinismo endêmico ocorre em
áreas onde existe um déficit de sal iodado na água. O iodo é um componente
essencial para a síntese de tiroxina.
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Bócio é uma doença da glândula tireóide,
caracterizada por um aumento de seu tamanho, visível externamente como uma
inflamação na face anterior do pescoço.
O bócio simples caracteriza-se por um aumento global da glândula, ou de um de
seus lóbulos, sendo usualmente causado por um carência dietética de iodo.
O bócio tóxico, também chamado hipertireoidismo ou tireotoxicose, é uma
manifestação da doença de Graves (causada por um excesso de secreção de
tiroxina) ou de bócio multinodular (que ocorre quando a glândula funciona
independentemente do controle da hipófise).
A deficiência de iodo é uma causa freqüente e previsível de bócio, uma doença
caracterizada pelo aumento de tamanho da glândula tireóide. Em alguns casos, seu
crescimento é excessivo e provoca também a diminuição ou elevação dos níveis do
metabolismo basal. O tratamento inclui a ingestão de pequenas doses de iodo ou,
em casos extremos, a extirpação da glândula tireóide.
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A Mixedema é uma doença deficitária devido à
produção insuficiente ou nula de hormônios pela tireóide. Os pacientes sofrem de
cansaço, sonolência, intolerância ao frio, falta de agilidade mental, tendem a
ganhar peso e têm dores generalizadas.
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Nanismo é uma condição caracterizada por uma
estatura inferior à normal. O cretinismo é uma das causas. Ocorre como
conseqüência de uma doença da glândula tireóide. Outras causas são: a síndrome
de Down, a tuberculose da coluna vertebral ou as alterações da função
endócrina da hipófise ou dos ovários.
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Gigantismo é o crescimento desmesurado de todo o
corpo, em especial dos braços e pernas. Normalmente, deve-se a uma superprodução
do hormônio do crescimento ou a uma anomalia hereditária que impede a
ossificação normal durante a puberdade, fazendo com que o crescimento continue.
Convivendo com o Diabetes
O Diabetes é um distúrbio no metabolismo da glicose
do organismo, no qual a glicose presente no sangue passa à urina sem ser usada
como um nutriente pelo corpo.
Existem, porém, diferenças nas causas e na gravidade deste distúrbio. Por isso,
costuma-se falar em diferentes tipos de Diabetes. Os dois tipos mais comuns são
chamados de Diabetes Tipo 1 e de Diabetes Tipo 2. A distinção entre um e outro,
nem sempre é fácil.
O Diabetes Tipo 1, também é chamado de diabetes insulino-dependente porque os
portadores deste tipo de Diabetes dependem de tratamento insulínico para
sobreviverem. Este tipo de Diabetes quase sempre afeta indivíduos jovens.
O Diabetes Tipo 2 ou não insulino-dependente geralmente afeta indivíduos mais
velhos. O Diabetes Tipo 2 pode não requerer um tratamento insulínico em seus
estágios iniciais, mas a insulina poderá ser a melhor escolha quando,
simplesmente, outros tipos de tratamento tornarem-se, gradualmente, inadequados.
O que é o Diabetes?
Um dos mais importantes processos metabólicos do
organismo é a conversão de alimentos em energia e calor dentro do corpo. Os
alimentos são constituídos de três nutrientes principais:
Carboidratos - (digestão) - Glicose (açúcar no sangue);
Proteínas - (digestão) - Aminoácidos;
Gorduras - (digestão) - Ácidos Graxos.
Podemos retirar energia de qualquer uma das três categorias, mas os carboidratos
são especialmente importantes porque são rapidamente convertidos em glicose
quando precisamos de energia. Entre as refeições, o fígado libera a glicose
estocada para a corrente sangüínea. Assim, mantém normais os níveis de glicose
no sangue.
Para ajudar a penetração do suprimento de açúcar em cada célula do corpo, o
pâncreas envia insulina para a corrente sangüínea, fazendo com que o hormônio
chegue aos receptores de insulina na superfície destas células. Só quando a
insulina se liga à superfície das células é que estas podem absorver a glicose
da corrente sangüínea. Quando o nível de glicemia (açúcar no sangue) aumenta
após uma refeição, a quantidade de insulina(chamada de insulina da hora da
refeição) também aumenta para que este excesso de glicose possa ser rapidamente
absorvido pelas células. O fígado pára de secretar glicose e passa a estocar
glicose do sangue para usá-la posteriormente. Quando a insulina termina seu
trabalho, ela se degrada. O corpo, assim, tem que renovar constantemente seu
estoque de insulina.
Diabetes Tipo 1
No Diabetes Tipo 1, ou insulino-dependente, as
células do pâncreas que normalmente produzem insulina foram destruídas. Quando
pouca ou nenhuma insulina vem do pâncreas, o corpo não consegue absorver a
glicose do sangue; as células começam a "passar fome" e o nível de glicose no
sangue fica constantemente alto. A solução é injetar insulina subcutânea
(embaixo da pele) para que possa ser absorvida pelo sangue. Ainda não é possível
produzir uma forma de insulina que possa ser administrada oralmente já que a
insulina é degradada, no estômago, em uma forma inativa.
Uma vez que o distúrbio se desenvolve, não existe maneira de "reviver" as
células produtoras de insulina do pâncreas. O transporte de um pâncreas sadio
ou, apenas, o transplante de células produtoras de insulina de um pâncreas sadio
já foram tentados, mas ainda estão em estágio experimental. Portanto, a dieta
correta e o tratamento com a insulina ainda são necessários por toda a vida de
um diabético.
Não se sabe o que causa a destruição das células produtoras de insulina do
pâncreas ou o porquê do Diabetes aparecer em certas pessoas ou em outras.
Fatores hereditários parecem ter um papel importante, mas o distúrbio,
praticamente, nunca é diretamente herdado. Os diabéticos, ou as pessoas com
Diabetes na família, não devem ter restrições quanto a ter filhos.
Diabetes Tipo 2
Embora não se saiba o que causa o Diabetes Tipo2,
sabe-se que neste caso o fator hereditário tem uma importância bem maior do que
no Diabetes Tipo 1. Também existe uma conexão entre a obesidade e o Diabetes
Tipo 2, embora a obesidade não leve, necessariamente, ao Diabetes. O Diabetes
Tipo 2 é um distúrbio comum, afetando 5 - 10% da população.
Todos os diabéticos Tipo 2 produzem insulina quando diagnosticados e, a maioria,
continuará produzindo insulina pelo resto de suas vidas. O principal motivo que
faz com que os níveis de glicose no sangue permaneçam altos está na incapacidade
das células musculares e adiposas usarem toda a insulina secretada pelo
pâncreas. Assim, muito pouco da glicose presente no sangue é aproveitada por
estas células. Esta ação reduzida da insulina é chamada de "resistência
insulínica".
Os sintomas do Diabetes Tipo 2 são menos pronunciados e esta é a razão para
considerar este tipo se diabetes mais "brando" que o Tipo 1. O diabetes Tipo 2
deve ser levado a sério, embora seus sintomas possam permanecer desapercebidos
por muito tempo, uma vez que pode por em sério risco a saúde do indivíduo.
Diagnosticando o Diabetes Tipo 1
Sintomas
Em um paciente diabético Tipo 1, não tratado, o
metabolismo da glicose pelas células do corpo é reduzido e o excesso de glicose
presente no sangue é eliminado pela urina. Esta condição produz muitos sintomas.
Os mais frequentes são:
- perda de peso;
- fadiga;
- poliúra (muita urina);
- sede excessiva.
Uma pessoa com estes sintomas pronunciados pode ser facilmente diagnosticada
como portadora do Diabetes Tipo 1. Os portadores do Diabetes Tipo 2 apresentam
diversos níveis de gravidade e sintomas, podendo passar por um período (até de
muitos anos) em que não se suspeitará do Diabetes.
Níveis de glicose no sangue
Para diagnosticar apropriadamente o Diabetes, o
médico deve saber a quantidade exata de glicose presente no sangue do paciente.
Esta quantidade de glicose é expressa em milimols por litro (mmol/l),
referindo-se ao número de moléculas de açúcar por litro de sangue. Uma outra
maneira de expressar este valor é em miligramas de açúcar por decilitro (mg/dl).
Em indivíduos não diabéticos, o nível normal de glicose no sangue é
aproximadamente de 5 mmol/l (90 mg/dl). Logo após uma refeição este nível
aumenta para, aproximadamente, 7 mmol/l (126 mg/dl). O nível raramente cai
abaixo de 3,5 mmol/l (63 mg/dl). Em geral, não se encontra açúcar na urina se o
nível de glicose no sangue for menor que 10 mmol/l (180 mg/dl).
A Importância do Tratamento
Os diabéticos que raramente monitoram seus níveis de
glicose no sangue podem estar controlando muito mal o distúrbio sem se darem
conta disso, porque os sintomas não são sempre óbvios. Porém, muitos diabéticos
se sentem melhor quando monitoram o nível de glicose no sangue. Não é fácil
definir exatamente qual é o nível ideal de glicose para todos os diabéticos.
Naturalmente, o nível normal de glicose no sangue é o ideal, embora talvez seja
muito difícil obtê-lo. Os números mostrados abaixo lhe darão uma idéia do nível
de glicose no sangue a ser atingido, mas o seu médico poderá ter razões para
estabelecer limites um pouco maiores.
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mmol/l
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mg/dl |
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Em jejum e antes das refeições
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7,0
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126 |
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Uma hora depois de uma refeição |
10,0
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180 |
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Duas horas depois de uma refeição
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8,0
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144 |
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Antes de dormir (mínimo) |
6,0
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108 |
Existem indicações fortes de que um bom controle da
glicose no sangue retardará ou prevenirá o desenvolvimento das posteriores
"complicações do Diabetes". Estas complicações, que podem levar anos para
aparecer, incluem:
- aumento dos riscos de um ataque cardíaco;
- circulação sangüínea deficiente e a perda de sensilbilidade nas pernas e pés;
- problemas na visão (retinopatia e nefropatia) e doenças renais.
Os diabéticos não precisam, necessariamente, apresentar todas estas complicações
e alguns jamais as experimentarão. Porém, não é possível predizer quem as
apresentará ou não.
O Tratamento do Diabetes Tipo 1
Em um indivíduo não diabético, a glicose e a
insulina, automaticamente, trabalham juntas. Assim, o paciente diabético Tipo 1
deve aprender, com a experiência, como combinar quantidades de alimentos que
ingere com a quantidade de insulina que administra. A melhor maneira de fazer
esta combinação é medindo o nível de glicose no sangue em diferentes horas do
dia, com orientação do médico.
Dieta
Os alimentos podem, a grosso modo, ser divididos em
duas categorias: os que contêm açúcares "rápidos" (carboidratos de ação rápida)
e os que contêm açúcares "lentos" (carboidratos de ação lenta). Os alimentos com
açúcares "rápidos" contêm açúcar refinado e incluem geléias, doces, balas,
frutas, sucos de frutas e leite.
Estes açúcares "rápidos" produzem altos níveis de glicose no sangue (dependendo
da quantidade consumida), porque o açúcar chega á corrente sangüínea em um curto
período de tempo. Portanto, é melhor combiná-los com açúcares "lentos". Estes
são encontrados em alimentos como as batatas, vegetais e arroz. Os açúcares
"lentos" são mais seguros para o diabético porque eles chegam à corrente
sangüínea mais lentamente e dão ao corpo a chance de absorvê-los antes que se
"acumulem" no sangue. As fibras dos alimentos retardam a absorção de açúcares.
Você pode também reservar o consumo de açúcares "rápidos" para os períodos em
que o seu controle mostrar que o seu nível de glicose no sangue está muito
baixo. Se o seu nível de glicose no sangue estiver muito baixo, você sentirá os
efeitos e deverá consumir açúcares "rápidos" para corrigir este estado.
Aqui estão algumas regras gerais que devem ser lembradas:
- coma de 4 a 6
pequenas refeições e lanches por dia;
- mantenha horários rígidos para
as refeições - não "pule" refeições;
- não coma além da conta; coma
apenas as quantidades recomendadas pelo seu médico, nutricionista e/ou educador
em Diabetes;
- coma pães de fibras ou
integral - evite pão branco;
- coma verduras e legumes diariamente;
- evite gorduras, açúcares e o álcool.
Exercícios
Os exercícios aumentam a sensiblidade do corpo á
insulina e, portanto, tendem a diminuir o nível de glicose no sangue. Para o
diabético, qualquer tipo de atividade física (trabalho em casa, caminhar,
correr) deve ser considerado como exercício. Exercícios regulares e programados
são melhores porque impactos súbitos, de exercícios mais intensos, podem trazer
problemas para o controle da glicose no sangue.
Se você pratica esportes, pode continuar a fazê-los com toda a segurança, desde
que o seu Diabetes esteja razoavelmente bem controlado e que você tome as
precauções necessárias para evitar níveis extremamente baixos de glicose no
sangue. Durante os exercícios que não façam parte da sua rotina diária,
especialmente exercícios pesados, você provavelmente necessitará de um lanche
prévio ou diminuir a dose de insulina injetada, sempre com a orientação do seu
médico.
O Tratamento com Insulina
A insulina só pode ser administrada por injeção,
porque ela é destruída no estômago se administrada oralmente. Embora a insulina
administrada subcutaneamente seja tão boa quanto a insulina produzida pelo
pâncreas, ela é mais difícil de ser regulada. O pâncreas normal sente o
aumento da glicose no sangue depois de uma refeição e, imediatamente, ajusta o
suprimento de insulina. A insulina injetada, porém, é absorvida pelo sangue
independente das quantidades de glicose presentes. Os diabéticos devem aprender
como ajustar as refeições e administrações de insulina, para evitar muita
glicose no sangue (hiperglicemia) e pouca glicose no sangue (hipoglicemia).
Existem vários tipos de preparados de insulina que serão melhor explicados nas
páginas seguintes. O seu médico vai lhe ajudar a decidir pelo preparado que lhe
é mais indicado ( para o controle da glicose no seu sangue ) e a frequência com
que ele deve ser administrado; freqüentemente são necessárias mais de uma
aplicação diária. Existem alguns aparelhos tipo "caneta" que fazem a
administração de insulina ser mais fácil e conveniente.
Testes para estabelecer níveis de glicose no sangue e na urina
A maioria dos diabéticos visita o médico duas ou
três vezes por ano, mas os níveis de glicose no sangue variam muitas vezes por
dia. Assim, você é a melhor pessoa para decidir sobre a necessidade ou não de
pequenos ajustes no seu tratamento diário com a ajuda de testes de sangue e
urina. Você deve manter um registro destes testes para facilitar o trabalho de
seu médico.
A presença de glicose na urina é um meio indireto de testar o excesso de glicose
presente no sangue. Porém, ele não lhe dirá nada sobre o nível exato deste
excesso de açúcar ou se o nível de açúcar está muito baixo. A maneira mais comum
de testar a glicosúria ( presença de açúcar na urina ) é utilizar uma fita
reagente específica. A fita muda de cor para indicar a presença do açúcar.
Geralmente, esse teste é feito duas vezes por dia, de acordo com as necessidades
que seu médico detectar.
Detectar o estabelecimento do nível de glicose, através de uma amostra de
sangue, lhe dá uma medida mais precisa, mas requer que você faça uma picada
(geralmente no dedo) para fornecer uma gota de sangue. Como no teste de urina,
existem fitas que mudam de cor na presença de sangue e indicam o nível de
glicose. Existem, também, medidores que podem "ler" a fita e dar uma medição
precisa. Os testes de glicose através de uma amostra de sangue devem ser feitos:
- por orientação de seu médico ou de acordo com suas necessidades;
- diariamente antes de dormir;
- antes de decisões sobre refeições, exercícios, etc.
Seria ideal um perfil glicêmico periodicamente. Em adição, você deve verificar o
seu perfil de 24 horas, duas vezes, em cada período de três semanas. Isto é
feito medindo-se o nível de glicose no sangue 4 - 7 vezes em um período de 24
horas. Os laboratórios podem fazer fazer um exame chamado hemaglobina
glicolisada, ou HbA 1, que indicará os níveis de glicose no seu sangue durante
os últimos 120 dias.
Testes para Cetonas
As cetonas são produzidas quando o corpo começa a
degradar o tecido adiposo numa tentativa de alimentar as células "famintas". se
o Diabetes não é bem controlado, o seu corpo pode produzir quantidades
excessivas de cetonas que podem causar uma condição grave conhecida como
cetoacidose.
Embora esta condição se desenvolva vagarosamente, você deve estar preparado para
preveni-la, reduzindo seu nível de glicose no sangue quando o seu teste regular
de urina ou sangue mostrar este nível irregularmente alto.
Na dúvida, ou quando aconselhado pelo seu médico, você pode usar fitas
disponíveis para testes de cetonas na urina. Sempre faça testes de cetona quando
tiver febre, diarréia, se estiver doente ou estressado.
Sobre a Insulina
Os diferentes tipos de preparados de insulina são
distinguidos pela velocidade com que a insulina injetada é absorvida do tecido
subcutâneo pela corrente sangüínea (início da ação) e pelo tempo que o organismo
leva para absorver toda a insulina injetada (duração da ação).
Insulina de Ação Rápida
Também chamada insulina regular, simples ou
cristalina. Este tipo é uma insulina de aspecto límpido e transparente, que tem
um início de ação rápida e uma duração curta. Insulinas de ação rápida, atingem
a corrente sangüínea e começam a baixar o nível de glicose no sangue em,
aproximadamente, meia hora depois de sua administração. Mas, como os nutrientes
dos alimentos são absorvidos muito mais rapidamente do intestino pela corrente
sangüínea, a insulina pode ser injetada meia hora antes da refeição.
Insulina de Ação Intermediária
Esta insulina é obtida pela adição de uma substância
que retarda a absorção da insulina. A combinação de insulina e de uma substância
retardadora, geralmente, resulta na formação de cristais que dão ao líquido uma
aparência turva.
Os cristais de insulina devem ser agitados (misturados) suave e uniformemente no
líquido antes de cada injeção. Nas insulinas de ação intermediária, as primeiras
moléculas de insulina levam aproximadamente 1 hora e meia para alcançarem a
corrente sangüínea. A maior quantidade de moléculas atinge a corrente sangüínea
entre a 4ª e a 12ª hora depois da administração e, aproximadamente, depois de 24
horas a dose é totalmente absorvida.
Insulina Ultralenta (U) de Origem Humana
Início de ação: 4 horas
Pico máximo de ação: 8 - 24 horas
Tempo máximo de ação: 28 horas
Cuidados com o Diabetes
Hipoglicemia
Muitos diabéticos experimentaram, ocasionalmente,
alguma forma de reação hipoglicêmica quando seus níveis de glicose no sangue
caem muito. Pode ocorrer a qualquer momento. Frequentemente, esta reação ocorre
antes de uma refeição ou depois de exercícios e pode até mesmo ocorrer nas 10
horas seguintes aos exercícios (por exemplo). Os sintomas variam de pessoa a
pessoa, mas os primeiros sinais típicos são:
- suor em excesso, palidez;
- tremor, cefaléia.
Outros sintomas incluem:
- desmaio, taquicardia;
- frio;
- irritabilidade, desorientação;
- fome, dor abdominal;
- cansaço.
Dor de cabeça e visão turva são outros sintomas possíveis. Como é mais fácil
para amigos, parentes e colegas perceberem estes sintomas, antes que você mesmo
note, informe-se sobre este possível estado - incluindo os sintomas para que
eles possam lhe ajudar quando necessário.
É uma boa idéia carregar, sempre, tabletes de glicose e, tão logo os primeiros
sintomas se manifestem, comer o correspondente a 10 - 15 gramas de açúcar. Se os
sintomas não desaparecerem em 10 minutos, coma mais 15 - 20 gramas de açúcar e,
se possível, faça uma avaliação do seu nível de glicose no sangue. Depois de
ingerir este açúcar rápido, coma algum tipo de carboidrato "lento" - por
exemplo, um pedaço de pão. Se você tiver estes sintomas e não imgerir os
tabletes de açúcar (ou alguma fonte similar de açúcar), você poderá perder a
consciência.
No geral, existe muito pouco risco na hipoglicemia. Mesmo que você fique
inconsciente, o seu corpo mobilizará alguns hormônios para ajudar o seu fígado a
liberar glicose na corrente sangüínea. Em casos graves de hipoglicemia, porém,
pode ser que se tenha de chamar um médico, quelhe dará uma injeção de glucagon
"glucagen", um destes hormônios que ajudam o fígado a liberar glicose, ou
administrará uma solução de glicose em seu sangue.
Diabetes e Doenças
Durante qualquer doença, especialmente as
acompanhadas de febre, o seu corpo reage produzindo hormônios que neutralizam os
efeitos da insulina e, assim, elevam o nível de glicose no seu sangue. Por isso,
quando você estiver doente ou sob muita pressão, pode precisar de mais 25 - 50%
de insulina que o normal, mesmo se estiver comendo menos que o usual.
Se você não receber a quantidade apropriada de insulina durante uma doença, seu
corpo formará uma quantidade excessiva de cetonas, chamada "acetona", que é
detectada na urina ou pelo hálito (cheiro de fruta, maçã ou acetona).
Se este estado continuar, os sintomas serão como se você não estivesse recebendo
nenhum tratamento; grandes quantidades de urina, sede e perda de peso. Ainda, um
constante nível alto de glicose no sangue poderá produzir alguns dos sintomas
que, originalmente, começaram o processo (como perda de apetite, náuseas e
vômitos). Se você apresentar estes sintomas, procure o seu médico urgentemente.
Fique atento para o seu nível de glicose no sangue e lembre-se de fazer o teste
para cetonas, enquanto aguarda tratamento do seu médico.
Diabetes e Gravidez
As mulheres com Diabetes podem ter uma gestação
normal e dar a luz a crianças sadias, desde que tomem certas precauções.
Quanto mais o metabolismo da mãe diabética desviar-se do normal durante a
gestação, maior será o risco para o desenvolvimento do bebê.
Isto porque o bebê e a mãe dividem o mesmo suprimento de sangue e os níveis de
glicose de um serão idênticos aos níveis de glicose do outro. Enquanto um adulto
pode tolerar níveis periodicamente altos de açúcar no sangue, estes níveis podem
representar uma séria ameaça ao desenvolvimento do bebê.
Um bom controle, portanto, é essencial mesmo antes da concepção. Recomenda-se
planejar a gravidez. As primeiras 7 - 8 semanas depois da concepção são
particularmente importantes, porque neste período vários órgãos essenciais do
bebê estão se formando.
A paciente diabética, tratada com insulina, deve esperar uma mudança na sua
necessidade de insulina durante a gravidez. Possivelmente, haverá uma
necessidade um pouco menor de insulina no começo da gravidez e uma necessidade
maior com o decorrer do tempo. Depois do nascimento, esta quantidade de insulina
voltará aos níveis usuais.
As mulheres com Diabetes podem amamentar, desde que tomem precauções contra
hipoglicemia, reduzindo a dose de insulina ou ingerindo mais alimentos,
especialmente carboidratos.
A gravidez também aumenta a necessidade de outras substâncias como cálcio, ferro
e vitaminas.
Outras Considerações
A melhor maneira de ser ter uma boa saúde é
controlando o nível de glicose do seu sangue.
Porém, diabéticas têm uma tendência maior para desenvolverem problemas
circulatórios, especialmente nas pernas e nos pés.
A estimulação regular através de exercícios - andar simplesmente já é suficiente
- pode ajudar a prevenir estes problemas. Em um diabético, mesmo pequenas lesões
no pé levam mais tempo para cicatrizar e requerem um cuidado maior. Sapatos
confortáveis, pés inspecionados e cuidados com frequência são a chave para a
prevenção de problemas. Use um espelho para inspencionar todas as partes de seus
pés e lembre que lesões pequenas e novas no pé são indolores e podem ficar
"escondidas" por um bom tempo, a menos que você seja muito cuidadoso.
As pessoas que já têm o Diabetes por muitos anos também sofrem um risco maior de
disfunções renais. Existem fortes indicações de que um bom controle do nível de
glicose no sangue reduz este risco; mas pressão sangüínea é importante. Monitore
sua pressão sangüínea regularmente. Se estiver muito alta, o seu médico lhe dirá
como reduzi-la. Os exames feitos pelo seu médico devem incluir fundo de olhos,
pés e nível de colesterol.